20 setembro 2025

[LISTA DE EXERCÍCIOS] Primeira Guerra Mundial

Exercícios sobre a Primeira Guerra Mundial para o Ensino Médio, podem ser aplicados na sala de aula como atividades de revisão do conteúdo ou como prova para avaliar o conhecimento dos alunos.


1. O evento que é considerado o estopim da Primeira Guerra Mundial é o (a):

A) O assassinato do primeiro ministro japonês por grupos separatistas. 
B) A tomada do poder na Rússia pelos bolcheviques.
C) A anexação da Alsácia-Lorena pelo Império Alemão. 
D) O assassinato do arquiduque do Império Áustro-Húngaro em Sarajevo.

2. Três décadas — de 1884 a 1914 — separam o século XIX — que terminou com a corrida dos países europeus para a África e com o surgimento dos movimentos de unificação nacional na Europa — do século XX, que começou com a Primeira Guerra Mundial. É o período do Imperialismo, da quietude estagnante na Europa e dos acontecimentos empolgantes na Ásia e na África.

ARENDT, H. As origens do totalitarismo. São Paulo: Cia. das Letras, 2012.

O processo histórico citado contribuiu para a eclosão da Primeira Grande Guerra na medida em que

A) difundiu as teorias socialistas.
B) superou as crises econômicas.
C) multiplicou os conflitos religiosos.
D) conteve os sentimentos xenófobos.
E) acirrou as disputas territoriais.

3. Em todas as alternativas há fatores que contribuíram para a eclosão da Primeira Guerra Mundial, exceto:

A) A propagação da revolução bolchevique por toda a Europa.
B) A difusão do nacionalismo elevando as tensões entre os povos.
C) A corrida armamentista e a busca de novas armas pelas potências europeias.
D) As disputas territoriais e a busca de colônias na África e na Ásia.
E) Os pactos militares firmados entre os blocos de países.

4. Assinale a alternativa que contém os países que fizeram parte da Tríplice Entente:

A) Império russo, Império Alemão e França. 
B) Reino Unido, França e Rússia. 
C) Império Otomano, Itália e França. 
D) Brasil, EUA e U.R.S.S.

5. A respeito do Tratado de Versalhes, assassinado em 1919, todas afirmativas estão corretas, exceto:

A) Favoreceu a paz e a estabilidade mundial, tendo em vista que os termos do Tratado eram justos.
B) Penalizou principalmente a Alemanha, culpando-a pelos prejuízos da Guerra.
C) Estabeleceu limites e severas restrições para conter a expansão do exército e da Marinha alemãs. 
D) Retirou territórios e colônias da Alemanha e exigiu o pagamento de pesadas indenizações de guerra aos países vencedores. 

6. Em todas as alternativas há um objetivo da Liga das Nações, exceto em:

A) Garantir a estabilidade e a paz entre os países. 
B) Evitar um novo conflito mundial. 
C) Assegurar, por vias diplomáticas, a resolução de conflitos entre as nações. 
D) Promover a ocupação da África e da Ásia pelas potências europeias. 

7. A respeito da guerra de trincheiras assinale a alternativa correta:

A) Foi uma fase da Primeira Guerra Mundial marcada pela velocidade de movimentação das tropas.
B) Teve como característica a tática conhecida como Blitzkrieg, que significa Guerra relâmpago. 
C) Ficou marcada pelo uso intensivo de veículos leves e blindados, além de jatos supersônicos.
D) Combate terrestre no qual as tropas guerreavam a partir de suas respectivas trincheiras, isto é, das longas escavações feitas no chão.

8. Observe a fotografia a seguir.


A imagem mostra uma fase da Guerra que ficou conhecida como:

A) Golpe de foice.
B) Blitzkrieg.
C) Guerra de Trincheiras.
D) Plano Schlieffen.

9. Observe a fotografia abaixo.


Que característica ela revela sobre a Primeira Guerra Mundial?

A) Emprego de metralhadoras.
B) Uso de armas químicas, como gás venenoso.
C) Uso de sonares para localizar alvos inimigos. 
D) Desenvolvimento de armas e mísseis de longo alcance.

10. Observe e analise os mapas a seguir, depois responda a questão. 



Explique as principais mudanças ocorridas no mapa após o fim da Primeira Guerra Mundial.

11. Leia os textos:

I.

“Estamos tão exaustos que dormimos, mesmo sob intenso barulho. A melhor coisa que poderia acontecer seria os ingleses avançarem e nos fazerem prisioneiros. Ninguém se importa conosco. Não somos revezados. Os aviões lançam projéteis sobre nós. Ninguém mais consegue pensar. As rações estão esgotadas — pão, conservas, biscoitos, tudo terminou! Não há uma única gota de água. É o próprio inferno!”.


(ROBERTS. In: MARQUES, 1994. p.120).

 

II.

A vida nas trincheiras era horrível. Quando chovia, o que é comum na região, os túneis inundavam. E os soldados tinham que lutar, comer e dormir por semanas com os uniformes encharcados. Havia lama por todos os lados, às vezes atingindo até o peito dos homens. Eles não podiam manter-se aquecidos, e as doenças se espalhavam, matando milhares de pessoas diariamente. Para completar, os vivos sofriam com os piolhos, enquanto os ratos se alimentavam dos cadáveres.


(HILLS. 1999. p.7).


A partir da análise dos textos e dos conhecimentos sobre os conflitos mundiais, pode se afirmar que ambos se referem


A) à independência das Treze Colônias, quando, na Primeira Guerra de Independência, os americanos das colônias do sul, em função dos interesses agroexportadores, defendiam a manutenção das relações políticas e econômicas com a Inglaterra.
B) às guerras napoleônicas, conflito no qual os franceses foram encurralados ao invadirem a Inglaterra e, sofrendo os efeitos

do bloqueio continental, ficaram sem alimentos, água potável e roupas, para enfrentar o inverno rigoroso.

C) à Primeira Guerra Mundial, quando os exércitos dos aliados e das potências centrais entraram em um impasse, e o desfecho da guerra só viria a ocorrer após a entrada dos Estados Unidos no conflito.
D) à Revolução Russa, conflito no qual os bolcheviques, diante da sua iminente derrota perante os inimigos externos, que

apoiavam os czaristas, se aliaram aos mencheviques e reestabeleceram as bases capitalistas, a partir da Nova Política Econômica.

E) à Segunda Guerra Mundial, período no qual os nazistas, derrotados pelos britânicos e russos na batalha de Stalingrado, defenderam, com sucesso, os territórios orientais, evitando que essa região ficasse sob o domínio da URSS.


12. Leia o texto abaixo:


"A 1 Guerra Mundial começou como uma guerra essencialmente europeia, entre a tríplice aliança de França, Grã-Bretanha e Rússia. De um lado, as chamadas "Potências Centrais", Alemanha e Áustria-Hungria; do outro com a Sérvia e a Bélgica sendo imediatamente arrastadas para um dos lados devido ao ataque austríaco (que na verdade detonou a guerra) à primeira e o ataque alemão à segunda (...)".


HOBSBAWN, Eric. A era dos extremos: o breve século XX (1914-1991). São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p. 32.


O autor do texto considera como causa imediata da 1 Guerra Mundial:


A) A formação da Tríplice Aliança. 

B) A aliança entre a Áustria-Hungria e a Alemanha. 

C) O ataque alemão à Bélgica. 

D) O ataque austríaco à Sérvia.

E) A aliança entre a Sérvia e a Bélgica.

Quem foi Anísio Teixeira?

Anísio Teixeira foi um educador brasileiro e defensor da escola pública. Ele nasceu em Caetité, Bahia, no dia 12 de julho de 1900. Cursou Direito no Rio de Janeiro e ocupou diversos cargos públicos.


Anísio teve uma atuação destacada nos anos 1930, quando discutia-se no Brasil a universalização da escola pública, laica e obrigatória.

Em 1932, educadores lançaram o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova,  entre os signatários estava Anísio Teixeira. O Manifesto defendia a oferta de educação de qualidade para todos. 

Teixeira posicionava-se "contra a educação como processo exclusivo de formação de uma elite, mantendo a grande maioria da população em estado de analfabetismo e ignorância”.

Atuando no Rio de Janeiro, Anísio Teixeira esteve à frente da criação de escolas e fundou a Universidade do Distrito Federal, em 1935. Mas o educador foi perseguido no governo Vargas e retornou à Bahia.

Em seu estado natal, Teixeira desenvolveu uma experiência pioneira no país - a Escola Parque. A iniciativa era voltada para as populações carentes, combinando a formação profissionalizante e integral. Nas Escolas Parque os estudantes  recebiam atendimento médico e odontológico, eram alimentados e preparados para o trabalho e o exercício da cidadania. 




No ano de 1952, o educador foi convidado para assumir o Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos (INEP), onde destacou-se na tentativa de modernizar a educação brasileira a partir de bases científicas. Também dirigiu a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).


Anísio Teixeira, junto com o sociólogo Darcy Ribeiro, fundou a Universidade de Brasília em 1961 e foi reitor dessa instituição em 1963.

Com o início do regime militar, em 1964, Anísio Teixeira deixou o Brasil e foi lecionar em universidades nos Estados Unidos da América. Retornou ao Brasil em 1966 e tornou-se consultor da Fundação Getúlio Vargas. 

Faleceu em 11 de março  de 1971, no Rio de Janeiro, após cair no poço do elevador onde morava o lexicógrafo Aurélio Buarque de Holanda, a quem iria visitar e pedir apoio para sua candidatura à Academia Brasileira de Letras. Alguns estudiosos e familiares questionam a causa da morte de Anísio, suspeitando que ele poderia ter sido vítima da repressão militar. Mas tal suspeita nunca foi comprovada. 

Desde 1981, a cada cinco anos a Capes concede o prêmio Anísio Teixeira a pesquisadores que contribuíram para o desenvolvimento das pesquisas educacionais.

Devido a importância do educador, o Senado aprovou no início dos anos 1990 a inclusão do nome de Anísio no INEP. O órgão é vinculado ao Ministério da Educação (MEC) e atua no exame e avaliação dos indicadores educacionais, subsidiando as políticas públicas no setor.

Anísio Teixeira deixou um grande legado a favor da democratização e fortalecimento da escola pública no Brasil. Suas ideias continuam a inspirar aqueles que acreditam na educação popular de qualidade como fator de inclusão e transformação social.



. Centros Integrados de Educação Pública (Brizolões)



Construídos no estado do Rio de Janeiro no governo de Leonel Brizola, essas unidades de ensino foram, inicialmente, pensadas por Anísio Teixeira.

. Cédula de 1993



O presidente Itamar Franco criou o Cruzeiro Real para combater as altas taxas de inflação. Anísio Teixeira foi homenageado e escolhido pata estampar a nota.



O uso da História em prol da Guerra

O presidente russo Vladimir Putin participando das celebrações em Volvogrado.


Ao celebrar os 80 anos da vitória dos soviéticos contra os nazistas em Satlingrado, atual cidade de Volvogrado, o presidente da Rússia - Vladimir Putin - evocou em seu discurso o espírito dos heróis do passado. Relacionou a batalha de outrora com o conflito atual, travado entre a Federação russa e a vizinha Ucrânia. 

A justificativa que o líder russo apresentou à nação para invadir a Ucrânia foi a de combater grupos neonazistas, os quais vinham perseguindo e matando pessoas de origem russa no território ucraniano. 

O apelo à História serve muito bem aos interesses do presidente russo, o qual busca manter o povo unido em torno de uma causa comum: proteger a pátria dos inimigos estrangeiros, sejam os neonazistas ou os países Ocidentais, os quais Putin acusa de tentar destruir a Rússia. 

Nesse sentido, a narrativa busca sensibilizar e convencer a população russa a apoiar o seu líder, mesmo que isso custe grandes sacrifícios, tais como ver jovens sendo recrutados pelas forças armadas, sem garantias de retornar às suas casas, passar por certas privações materiais devido às sanções internacionais que afetam o comércio e a oferta de determinados produtos, dentre outras mudanças na rotina provocadas pelo esforço de guerra.

A História não possui um sentido pragmático, técnico ou prático como certas disciplinas. O saber histórico não fabrica e nem comercializa nenhuma mercadoria.  

Contudo, nenhum governo abre mão dos recursos possibilitados pelo uso e manipulação das informações históricas para controlar as massas e garantir o seu poder sobre elas.  Somente a História tem essa capacidade.
Não foi por acaso que o grande escritor inglês,  George Orwell, escreveu no seu livro clássico 1984 que: 

"Quem domina o passado domina o futuro; quem domina o presente domina o passado".

A tênue e delicada fronteira entre a memória e a dor

A nova série anunciada recentemente pela Netflix - "Todo o dia a mesma noite" - tem causado polêmica. (Reportagem no portal uol).



A produção é baseada em acontecimentos reais, trata-se do incêndio que ocorreu na boate Kiss, em Santa Maria - RS em 2013, que culminou na morte de 232 pessoas e deixou mais de 600 feridos.

A divulgação do trailer causou muito desconforto em familiares das vítimas, pois a dramatização reavivou a dor pela perda dos entes queridos e realçou a angústia e o sentimento de injustiça, visto que até hoje as autoridades competentes não ofereceram uma resposta definitiva sobre o ocorrido. Alguns familiares desaprovam a série de streaming, alegam que sequer foram ouvidos pela produtora e há a possibilidade do caso ir parar na justiça.

Contudo, uma associação que representa as famílias das vítimas do incêndio emitiu uma nota oficial afirmando acreditar no potencial da produção enquanto instrumento de preservação da memória das vítimas e da luta por justiça. Além disso, a série pode denunciar para milhares de telespectadores as eventuais negligências do caso e colaborar para a prevenção de outras fatalidades.

Em suma, o uso memória neste caso mostrou-se muito delicado. A exposição do drama das famílias na mídia traz à tona muita dor e sofrimento, por outro lado, pode ajudar a pressionar a justiça o oferecer uma solução mais adequada para o problema. De todo modo, não custaria nada à equipe de produção ter tido uma ampla conversa com os familiares das vítimas da tragédia, na tentativa de evitar todo esse desconforto.

O exemplo desta série da Netflix também traz a lume o desafio dos pesquisadores que trabalham com a memória social. Nós, historiadores, estamos sempre trabalhando com a memória, entrevistando pessoas e colhendo depoimentos na tentativa de reconstituir os fatos do passado. Quando se trabalha com memória há que se tomar muitos cuidados pois, como vimos, a divulgação das produções baseadas nas memórias das pessoas podem gerar graves transtornos. Portanto, cabe ao pesquisador da área adotar uma postura ética e responsável.

Acreditamos que os trabalhos de preservação da memória, elaborados com rigor ético, são importantíssimos para toda a sociedade e,  por isso, devem ser incentivados e valorizados. Afinal, a memória deixa valiosos ensinamentos para as gerações do presente e do futuro, denuncia mazelas e pode auxiliar na correção e prevenção de equívocos e eventuais injustiças.

Entenda o que é a guerra pelos semicondutores

Você já deve ter ouvido ou lido em algum lugar a palavra semicondutores. Mas você conhece o sentido da palavra? Sabe para que serve e qual é a importância dos semicomdutores para a economia mundial e o dia a dia das pessoas?

Vamos responder essas e outras questões no texto a seguir!

Os semicondutores são materiais que podem isolar ou permitir a passagem de correntes elétricas. Os principais semicondutores são produzidos a partir do silício e do germânio, elementos químicos extraídos da natureza, considerados semimetais.

Germânio.


Devido às propriedades desses elementos eles são muito utilizados na fabricação de variados circuitos eletrônicos e chips. Os semicondutores estão presentes em diversos aparelhos, como televisores, celulares, carros e computadores. 

Micro-chips são essenciais para a indústria.


Taiwan, ilha localizada ao leste da China, é quem possui a maior fatia do mercado mundial de semicondutores, com mais de 80%. 




Apesar disso, a propriedade intelectual, isto é a forma como fazer e estruturar um semicondutor, é dominada pelos EUA, os quais recebem mais da metade da receita aferida nesse mercado. 

Em um mundo cada vez mais digitalizado e dependente dos micro-chips, dominar o processo de produção de semicondutores tornou-se essencial e estratégico para o poderio econômico das superpotências, como os EUA e a China.

Taiwan está no epicentro das tensões entre os dois países, pois a China considera a ilha uma província rebelde. Os EUA,  por outro lado, apoiam a autonomia taiwanesa em franca oposição aos interesses chineses.

Autoridades militares dos EUA apontam a China como uma provável inimiga, num futuro próximo. Recentemente, um general da força áerea norte-americana afirmou, por meio de um memorando, que em 2025, provavelmente, os dois países estarão em guerra.

Para agravar tal situação, a China realiza frequentemente exercícios militares próximos a Taiwan, numa simulação de invasão para tentar tomar a ilha. A resposta norte-americana é rápida com o envio de seus navios de guerra para o estreito de Taiwan e águas internacionais ao sul do país asiático. 

Na sua opinião como tal impasse será resolvido?

Comente à vontade aqui 👇🏻

Jardim Botânico Bosque Rodrigues Alves: História, Meio Ambiente e Patrimônio Cultural de Belém

Um pedaço da Floresta Amazônica no coração da cidade Ao observar uma fotografia do Jardim Botânico Bosque Rodrigues Alves , em Belém (PA), é...